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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Inep aciona Polícia Federal para investigar fotos de provas falsas do Enem


Reprodução/Twitter @inep_imprensa


O Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) negou que houve vazamento de partes da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e afirmou que as imagens do caderno de questões e da página com o tema da redação deste ano são falsas. O órgão, ligado ao Ministério da Educação (MEC), é responsável pela prova e afirmou que caso será encaminhado para a Polícia Federal.

Neste domingo (18/10) imagens das capas dos cadernos de questões dos dois dias da prova circularam em redes sociais. Uma imagem com o suposto tema da redação deste ano, que seria sobre os benefícios e malefícios da terceirização da mão de obra, também foi compartilhada.

Em sua página no Twitter, o Inep divulgou as imagens com a tarja "prova falsa". Por meio da assessoria, o instituto informou que a análise dos dispositivos de segurança foi realizada e foi constatado que a prova não é verdadeira.

O Inep disse ainda que o material divulgado será encaminhado para a Polícia Federal com o objetivo de descobrir quem são os autores das imagens. O exame ocorre nos dias 24 e 25 de outubro. Os portões dos locais de prova serão aberto às 12 horas e fechados às 13 horas. A prova terá início às 13h30. 

Segurança
O esquema de segurança para a realização da prova está mais rígido neste ano. A Polícia Federal fez cruzamentos de dados de candidatos para verificar riscos de fraude. Além disso, antes de chegar à sala de prova, candidatos terão de passar por detectores de metais.Os aparelhos foram instalados também nos banheiros.

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As 16.600.734 provas impressas serão distribuídas para as salas por meio de 10.854 rotas. Ao todo, serão mobilizados 60 batalhões do Exército, que vão fiscalizar 64.190 malotes de provas, equipados com cadeado eletrônico, o que possibilita o controle do horário de abertura de provas.

Polícia prende quadrilha de europeus que praticava estelionato no DF


Gustavo Moreno/CB/DA Press
Uma organização criminosa, composta de integrantes europeus, foi alvo da Operação Ilusionista, da Polícia Civil do DF, na manhã desta sexta-feira (26/2). Equipes da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) cumpriram 12 mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão em Águas Claras contra o grupo que aplica golpes em todo Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e, agora, no Distrito Federal.


Tratam-se de estrangeiros bem vestidos que abordam as vítimas em tribunais de justiça, redondezas do Palácio do Buriti, estacionamento de grandes shoppings, mercados, quadras da Asa Sul e Sudoeste, entre outros locais. Os criminosos se identificavam como pessoas de nacionalidade portuguesa e apresentavam produtos importados.

Nas redes sociais muitas pessoas relataram ter sido abordadas por homens bem vestidos, em carros importados e estavam sempre acompanhados das esposas e filhos pequenos, o que dificultava a vítima perceber o golpe.

Todos os criminosos foram levados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE) e muitos chegaram com seus filhos, pois no momento da abordagem eles estavam em casa e não tinham com quem ficar.

Em depoimento os presos, que moravam em Águas Claras, afirmavam que não sabiam que estavam cometendo um crime, que não mataram ninguém e por isso não deveriam serem presos, o que para o titular da Corf, delegado Jeferson Lisboa, não passa de um teatro: "Eles são grandes artistas, fazem que não sabem de nada, não admitem o erro e dizem que em momento algum afirmaram que os produtos eram verdadeiros, mas temos mais de 30 denúncias desse golpe só no DF e temos certeza que esse número irá aumentar".

As esposas dos integrantes desse grupo participavam ativamente do golpe. Segundo a Polícia Civil as máquinas de cartão de crédito e alugueis de vários carros eram feito no nome delas, e embora aleguem inocência, a investigação tem provas de que elas acompanhavam o marido. Jeferson pede que outras pessoas que também caíram no golpe os denuncie. "As pessoas muitas vezes ficam envergonhadas de terem passado por isso, mas elas são vítimas, a denúncia é necessária", afirmou.

Gustavo Moreno/CB/DA Press
Até o momento, os policiais já apreenderam grande quantidade de mercadoria, entre produtos falsificados, uma quantia em dinheiro, ainda não divulgada, e 8 carros de luxo.
Segundo o delegado Lisboa os criminosos usavam carros de luxo, como Fusion e Mercedes, e escolhiam vítimas bem vestidas. "Eles falavam que são empresários e que já  fizeram uma exposição de produtos Mont Blanc em um shopping, por exemplo, como já aconteceu. Aí eles contam uma história que não podem voltar com a mercadoria para o país, porque a taxação do produto na Europa é grande", explicou. 

Com isso, eles vendiam canetas, faqueiros, perfumes, jaquetas e bolsas falsas como se fossem da marca verdadeira. Em uma comercialização integrantes da associação criminosa venderam os três produtos por R$ 3 mil. "Eles passam cartão e temos conhecimento de mais pessoas participando desse esquema. Eles agem no Brasil inteiro vendendo produtos falsos, da 25 de março, por exemplo, como se fossem verdadeiros. O lucro deles é de quase 90%", esclareceu. 

Em uma das vendas um dos participantes do grupo chegou a mostrar que a jaqueta era resistente inclusive ao fogo. Para isso, segundo Lisboa, eles passam um produto especial na roupa. Os envolvidos vão responder por estelionato e associação criminosa e podem pegar até 8 anos de prisão.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

DIFÍCIL DECISÃO










O trabalho de um policial é extremamente difícil. Implica executar suas atividades sob intensa pressão, expor a risco a própria vida e tomar decisões que podem influenciar profundamente a vida das pessoas.


Aprendi esta assertiva quando ainda frequentava as salas de aula da Academia da Polícia Militar, nos idos anos de 2002 e 2003, época em que eu não tinha certeza se esta era a profissão que gostaria de exercer durante trinta anos da minha vida. Hoje já não tenho mais essa dúvida, pois gosto muito do serviço policial.


A cada jornada de trabalho, constato que as dificuldades ora mencionadas são verdadeiras e, além disso, mexem muito com o meu estado psicológico. Trabalhar sob pressão e ver a morte de perto diariamente já não me abalam muito. Por outro lado, as decisões que tenho que tomar constitui a parte mais complicada da minha profissão. Como exemplo disso, devo relatar um fato ocorrido com uma guarnição que estava sob meu comando.


No dia 05 de junho de 2006, estávamos realizando uma operação policial na entrada do bairro Morro Alto, quando abordamos um ônibus. Na ocasião, um dos passageiros foi preso porque usava um documento falso para isentar-se do pagamento da passagem. O motorista e o trocador do coletivo foram arrolados como testemunhas do fato e em seguida foram liberados para continuar a viagem.


Para minha surpresa, ao cadastrar a ocorrência no sistema informatizado, constatei que havia um mandado de prisão em desfavor de uma das testemunhas, o motorista, com base no artigo 121 do Código Penal Brasileiro (homicídio). Tal fato causou-me espanto, porque eu sabia que o motorista trabalhava na empresa havia muitos anos e até então ele gozava de boa credibilidade.


No entanto,
Perguntei se ele realmente havia matado o pistoleiro e o suspeito negou novamente, acrescentando que sempre foi trabalhador e desde que veio para Vespasiano labutava na mesma empresa e morava no mesmo endereço com a esposa e a filha deles.


Foi neste instante é que me vi diante daquilo que considero mais difícil na vida de um policial: tomar uma decisão que influenciaria profundamente a vida de uma pessoa. Evidentemente que pelo aspecto da legalidade eu deveria prendê-lo sem pestanejar, afinal havia um ordem judicial para tanto. Mas, por outro lado, num país onde impera a impunidade, onde ladrões de colarinho branco, traficantes de drogas e assassinos contumazes andam livremente pelas ruas porque conseguem driblar facilmente nosso arcaico sistema de persecução criminal, colocar aquele reconhecido trabalhador numa cadeia poderia significar um ato incoerente, considerando que ele estivesse falando a verdade sobre sua inocência.


De um lado, uma ordem judicial, do outro, a fala de um trabalhador. Pensei em liberar o motorista e orientá-lo a procurar um advogado para resolver a pendência na justiça. Resolvi não tomar a decisão sozinho, embora fosse minha competência.


Dada a palavra aos meus companheiros, fiquei ainda mais confuso. O Soldado Felipe entendia que deveríamos cumprir o mandado, sustentando: “afinal quem nos garante que esse homem é mesmo inocente”. Já o Cabo Araújo achou que era melhor “dar um boi” para o motorista, dizendo-me que sua experiência profissional o fazia acreditar na inocência dele.


Diante do impasse, reportei-me aos orde o mínimo que eu deveria fazer como responsável pela aplicação da lei era questionar o cidadão sobre a acusação a ele imposta. Desloquei minha guarnição até a empresa onde ele trabalhava e esperamos o retorno do ônibus coletivo. Deparamos com um senhor de fala mansa, fisionomia pacata, vestido com o seu uniforme de trabalho. Ao ser perguntado sobre o mandado de prisão, ele negou veementemente ter motivos para tal, todavia seu olhar denunciava a mentira. Cogitou haver perdido seus documentos e possivelmente alguém tê-los usado para incriminá-lo. Assim, o convidei a me acompanhar até a delegacia para esclarecer a situação, alertando-o para o risco de ele ser preso em circunstância piores.

No trajeto para a delegacia, tratamos o motorista com seriedade e respeito. Por esse motivo, angariamos a sua confiança. Ele relatou-nos que há vinte anos havia sido acusado de ter assassinado um pistoleiro no Estado do Mato Grosso; que foi ouvido pelo delegado naquela época e liberado porque não havia provas contra ele. O suspeito nos afirmou também que resolveu deixar o Estado porque estava sendo ameaçado por parentes da vítima.
namentos jurídicos e lembrei-me que o mandado de prisão preventiva não se extingue enquanto não for cumprido. Assim, mais cedo ou mais tarde, aquele senhor seria preso e talvez não recebesse o mesmo tratamento que estávamos lhe dando. Resolvi então cumprir o mandado e mostrar ao preso o que ele deveria fazer para esclarecer os fatos.


Já na Delegacia, apareceu uma senhora acompanhada de uma menina. Tratava-se, respectivamente, de esposa e filha do suspeito. Educadamente a senhora me pediu para conversar com o marido. A menina, já no colo de seu pai, me olhou com rancor. Parecia que ela já sabia o que iria acontecer com seu genitor e que eu era o responsável por ele estar ali. Escutei aquela senhora dizer: “Isso aconteceria a qualquer momento, meu amor”. Percebi que tudo que tínhamos conhecimento até aquele momento era verdade, com exceção das circunstâncias em que ocorreu o crime no qual aquele cidadão figurava como acusado.


A presença dos familiares do motorista na delegacia em consonância com emprego lícito que ele desempenhava realçaram minhas dúvidas acerca da decisão que adotei, o que foi desmistificado quando nós saíamos da delegacia e a esposa do detento me disse a seguinte frase: “ Obrigado, meu filho, por não ter judiado dele. Vai com Deus e que o Senhor Jesus abençoe o seu trabalho”. Tais palavras me mostraram que eu fui justo, como deve ser todo policial, porque apenas executei minha função e em momento algum tirei a dignidade daquele homem.


No retorno ao patrulhamento, o clima dentro da viatura não era de euforia, como ocorre quando prendemos um “vagabundo nato”. Ao comentarmos o caso do motorista, o Soldado Felipe disse que nada nesta vida acontece por acaso. Eu também acredito nisso.


Que seja feita a justiça; se não for a dos homens, que seja a divina.


Fim

SER POLICIAL






Qualquer árvore que queira chegar no céu precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar o inferno. E cada vez mais, acentua-se a necessidade de sermos fortes.
Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado das fraquezas humanas de nós mesmos.

Por isto ser forte é mostrar confiança quando se está com medo.
Para sermos fortes temos que remar contra as tempestades;
aprender a fazer muralhas ; Ter ouvidos atentos; saber escolher os momentos do silêncio; rir dos raios em meio ao barro enquanto bebemos da chuva.... E depois de termos sugado toda nossa força, sermos capazes de desmoronar em uma cama , dormir o sono dos justos mesmo sabendo que amanhã tem mais.
Para estarmos ombro a ombro com os melhores, temos de ser um deles, pois....

TOCAR O CÉU NUNCA TEVE A VER COM A ALTURA !

Polícia Civil: profissão e mercado de trabalho


policia-civil
O principal objetivo da Polícia civil é fazer com que se cumpra a lei, exercendo a segurança pública. Esse órgão também tem como função apurar crimes penais. Os policiais civis são subordinados aos governadores, sejam eles de Estado ou do Distrito Federal.
Os cargos da Polícia Civil são:
  • Delegado: profissional da Polícia Civil que coleta provas, identifica e localiza suspeitos, efetua prisões e cumpre mandatos de prisão. O delegado deve possuir uma elevada capacidade de observação e facilidade de se relacionar.
  • Escrivão: é o auxiliar direto do delegado e costuma ter seu espaço de trabalho restrito à delegacia. O Escrivão precisa ter domínio completo da língua portuguesa e possuir agilidade em escutar e redigir ao mesmo tempo. Esse profissional faz anotações em livros oficiais, analisa inquéritos, faz indiciamentos, prisões em flagrante e recolhe finanças.
  • Perito Criminal: o Perito Criminal é um dos cargos de maior importância da Polícia Civil. É através do trabalho do legista que as provas dos crimes são obtidas e os criminosos podem ser encontrados.

A profissão

Não existe um curso específico para se tornar Policial Civil. Profissionais que desejam ingressar nessa carreira devem cumprir algumas exigências:
  • Ser brasileiro.
  • Estar em dia com suas obrigações militares e eleitorais.
  • Ter idade entre 21 e 45 anos.
  • Ter curso superior.
  • Não ter praticado nenhuma infração penal.
  • Não possuir antecedentes criminais.
  • Possuir carteira de habilitação com categoria no mínimo B.
  • Ter boa saúde mental e física.
Quem deseja ingressar na carreira de Polícia Civil deve prestar concurso público. Cada estado possui um concurso, que é realizado em uma determinada data. Após ser aprovado na prova objetiva, o candidato deverá ser passar nos testes físicos e psicológicos. Esses testes são realizados na academia de polícia e incluem flexões, abdominais, avaliação de resistência, entre outros.
Para o concurso da Polícia Civil é divulgado um edital contendo todas as informações necessárias, inclusive quais os assuntos os candidatos devem estudar. É importante lembrar que policiais civis devem conhecer a legislação.

Mercado de trabalho

mercado de trabalho para o Policial Civil possui diversas oportunidades. Dependendo do cargo escolhido pelo profissional, os salários podem apresentar variação.
Policial Civil faz o registro de ocorrências, boletins de ocorrência (BOs) e elabora inquéritos policiais. Ele faz com que as ações da justiça se cumpram, como por exemplo, busca e apreensão e mandatos de prisão. Também trabalha para que a lei seja cumprida e pune aqueles que não a cumprem.
Ao contrário de policiais militares, os policiais civis podem agir mesmo estando à paisana, ou seja, sem farda. Também fazem trabalhos de investigação, durante os quais não necessitam estar usando fardas.
Veja também:
Já pensou em se tornar um Policial Civil? Conte o que pensa sobre essa profissão e o que sabe sobre esse assunto nos comentários!

Hoje iria escrever sobre o ser humano. Iria falar sobre sua dissimulação, falsidade e orgulho, mas ao ler esse texto desisti. A decepção causada por alguns não pode ser generalizada. Com certeza existem pessoas comprometidas, fieis e honestas, mas temos que estar atentos, pois muitas se escondem em peles de cordeiros, debaixo de rostos fora de qualquer suspeita, como algumas que conheci no passado, é onde encontramos os maiores monstros. São essas que irão te ferir e tentar te destruir. Isso serve para tudo em nossa vida! Mas mundando de assunto… Gostaria de mais uma vez agradeçer ao amigo Geraldo Eustáquio por acompanhar esse trabalho que iniciou durante nosso curso de especialização…Feliz aniversário, que Deus te abençoe e te guarde sempre! Espero estar bem como você, quando eu chegar aos quarenta. O texto publicado ontem em seu blog foi inspirador para mim. Espero ter a oportunidade de trabalhar contigo na grande PF nos próximos anos (tenho pouco tempo antes de sua aposentadoria..rsrs)!! Obrigado por esse lindo texto que me enviou hoje. Creio que será um presente para cada leitor desse blog. É uma pena não ter o nome do autor para prestigiá-lo nesse espaço, mas fica a homenagem!! Quem ama realmente a sua profissão, por alguns instantes, sentirá lágrimas escorrendo pelo rosto ao se identificar com cada afirmação… Sem querer lembrei-me das duas vezes em que capotamos viaturas durante ocorrência… De pessoas ensanguentadas que socorremos, ou com outros tipos de crises em que tivemos contatos com secreções… Lembrei-me das vezes que estive em manifestações na UNB, “combatendo” meus amigos… Lembrei-me das brigas que separei, dos conselhos que dei…De orações feitas durante a madrugada…De choro, de risos… Lembrei-me dos tiros, das mortes…Do Alvarenga quando tomou o tiro na cabeça em Planaltina… A imagem de um amigo fardado “esticado”, morto na Ponte JK, nunca saiu de minha mente…Quanta dor, quantas perdas, quanta alegria, quanta emoção!! Ser policial é algo inimaginável…Só sendo para saber como é!! ANTES DE SER POLICIAL CIVIL, EU FUI POLICIAL MILITAR; ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO; ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO; ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS; ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL; E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO. PARALELAMENTE A ESTAS PROFISSÕES, SOU DESENHISTA DE QUADRINHOS E PROGRAMADOR DE JOGOS PARA WEB, ALÉM DE LECIONAR HISTÓRIA QUANDO ESTAVA NA UFRN. Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado. Como programador de jogos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um nerd idiota. Como palhaço de circo, ouço de alguns, ATÉ HOJE, que aquilo é vida de vagabundo. Como fuzileiro naval, ouvi de muitos, que fui um BONECO DO ESTADO. Como cobrador de ônibus, ouvi de muitos, que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco. Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos “ZECAS” da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era “O HOMEM DO SACO” que iria raptar as criancinhas. Como bombeiro, NUNCA recebi um “obrigado”, ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. Tive que aprender a me ACOSTUMAR com isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira. Como POLICIAL MILITAR, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério. Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada; Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido; Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar; Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados; Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes; Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA; Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança; Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei; Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço; Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado; Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA; Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS; Como POLICIAL MILITAR, arrisque-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar; Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme; Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas; Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos “LARANJAS”, quando poderia tê-los posto no mesmo barco; Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA; Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa; Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular; Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado. Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido. Na hora do bônus, ESQUECIDO; Na hora do ônus, CONVOCADO. Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar. E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano.. Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está “DE FORA”, que minha opinião NÃO IMPORTA, ou que simplesmente, não existe. AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar. E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR. Que Deus abençoe a todos. (Obs: Transcrevi na íntegra, sem correções, para manter a originalidade do autor!)


Rua Mário Maia, no Bairro Montanhês, por volta das 5 horas da manhã da última segunda-feira, ladrões invadiram um comércio usando uma escada. Eles entraram pelo telhado.
Segundo o proprietário, o prejuízo foi mais de R$ 1,5 mil. Só de cigarro, foram quase R$ 600 de prejuízo. Tudo foi gravado pelas câmaras de segurança. No momento do roubo, as imagens flagraram três pessoas: duas mulheres e um homem.
Ele subiu a escada e entraram na loja e as mulheres ficaram do lado de fora. “O que mais me revolta foi que as imagens mostram que no momento do roubo, uma viatura da PM passa ao lado do grupo e não percebe que a loja estava sendo roubada”, indigna-se o proprietário.
O microempresário diz que já foi roubado várias vezes, faz os boletins de ocorrência, mas nenhuma consequência existe contra os ladrões.
“Eu vou ser, a partir de agora, o policial e o delegado”, afirmou.
As informações são do site Agazeta.net, por Clériston Amorim.
"Os comentários publicados nas matérias não representam a opinião do Acrealerta.com, sendo a responsabilidade inteiramente de seus autores. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros."

O que é ser policial militar?




Hoje iria escrever sobre o ser humano. Iria falar sobre sua dissimulação, falsidade e orgulho, mas ao ler esse texto desisti. A decepção causada por alguns não pode ser generalizada. Com certeza existem pessoas comprometidas, fieis e honestas, mas temos que estar atentos, pois muitas se escondem em peles de cordeiros, debaixo de rostos fora de qualquer suspeita, como algumas que conheci no passado, é onde encontramos os maiores monstros. São essas que irão te ferir e tentar te destruir. Isso serve para tudo em nossa vida!
Mas mundando de assunto… Gostaria de mais uma vez agradeçer ao amigo Geraldo Eustáquio por acompanhar esse trabalho que iniciou durante nosso curso de especialização…Feliz aniversário, que Deus te abençoe e te guarde sempre! Espero estar bem como você, quando eu chegar aos quarenta. O texto publicado ontem em seu blog foi inspirador para mim. Espero ter a oportunidade de trabalhar contigo na grande PF nos próximos anos (tenho pouco tempo antes de sua aposentadoria..rsrs)!!
Obrigado por esse lindo texto que me enviou hoje. Creio que será um presente para cada leitor desse blog. É uma pena não ter o nome do autor para prestigiá-lo nesse espaço, mas fica a homenagem!!
Quem ama realmente a sua profissão, por alguns instantes, sentirá lágrimas escorrendo pelo rosto ao se identificar com cada afirmação…
Sem querer lembrei-me das duas vezes em que capotamos viaturas durante ocorrência…
De pessoas ensanguentadas que socorremos, ou com outros tipos de crises em que tivemos contatos com secreções…
Lembrei-me das vezes que estive em manifestações na UNB, “combatendo” meus amigos…
Lembrei-me das brigas que separei, dos conselhos que dei…De orações feitas durante a madrugada…De choro, de risos…
Lembrei-me dos tiros, das mortes…Do Alvarenga quando tomou o tiro na cabeça em Planaltina…
A imagem de um amigo fardado “esticado”, morto na Ponte JK, nunca saiu de minha mente…Quanta dor, quantas perdas, quanta alegria, quanta emoção!!
Ser policial é algo inimaginável…Só sendo para saber como é!!
ANTES DE SER POLICIAL CIVIL, EU FUI POLICIAL MILITAR;
ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO;
ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO;
ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS;
ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL;
E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO.
PARALELAMENTE A ESTAS PROFISSÕES, SOU DESENHISTA DE QUADRINHOS E PROGRAMADOR DE JOGOS PARA WEB,
ALÉM DE LECIONAR HISTÓRIA QUANDO ESTAVA NA UFRN.
Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado.
Como programador de jogos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um nerd idiota.
Como palhaço de circo, ouço de alguns, ATÉ HOJE, que aquilo é vida de vagabundo.
Como fuzileiro naval, ouvi de muitos, que fui um BONECO DO ESTADO.
Como cobrador de ônibus, ouvi de muitos, que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco.
Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos “ZECAS” da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era “O HOMEM DO SACO” que iria raptar as criancinhas.
Como bombeiro, NUNCA recebi um “obrigado”, ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. Tive que aprender a me ACOSTUMAR com
isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira.
Como POLICIAL MILITAR, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério.
Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;
Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido;
Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar;
Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados;
Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes;
Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA;
Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança;
Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei;
Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço;
Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado;
Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA;
Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS;
Como POLICIAL MILITAR, arrisque-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar;
Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme;
Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas;
Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos “LARANJAS”, quando poderia tê-los posto no mesmo barco;
Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA;
Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa;
Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular;
Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado.
Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido.
Na hora do bônus, ESQUECIDO;
Na hora do ônus, CONVOCADO.
Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.
E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano..
Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está “DE FORA”, que minha opinião NÃO
IMPORTA, ou que simplesmente, não existe.
AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.
E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR.
Que Deus abençoe a todos.
(Obs: Transcrevi na íntegra, sem correções, para manter a originalidade do autor!)

TESTE - SANDERSON

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